Poesia Sobre
Salmo 130: O Clamor das Profundezas
Das profundezas mais escuras a Ti eu clamo, Senhor!
Ouve, ó Deus, a minha voz aflita e chorosa.
Que os Teus ouvidos atentos percebam a dor,
Desta minha alma que busca a Tua graça bondosa.
Se o Senhor marcasse as nossas imperfeições,
Se olhasses de perto o nosso tropeço e pecado,
Quem subsistiria em suas orações?
Quem ficaria de pé se fosse julgado?
Mas contigo está o perdão verdadeiro e real,
Para que sejas temido com santo temor.
Eu aguardo o Senhor com anseio total,
A minha alma espera na Palavra do Amor.
Minha alma anseia pelo Deus da minha vida,
Mais do que os guardas pelo romper da manhã,
Sim, mais do que as sentinelas da noite comprida,
Esperam pelo sol que desfaz a névoa vã.
Espere, ó Israel, no Senhor da Promessa,
Pois no nosso Deus há misericórdia sem fim.
Com Ele há copiosa redenção que não cessa,
Um rio de graça que flui para mim.
Ele remirá a Tua história outrora perdida,
Lavará cada mancha de transgressão,
Das profundezas do abismo Ele traz nova vida,
E coloca nos lábios um hino de gratidão.