Poesia Baseada na
Parábola do Filho Pródigo
"Pai, dá-me a parte da herança que é minha."
Disse o filho mais novo, querendo o mundo explorar.
Partiu para longe, com tudo o que tinha,
E em festas e vícios passou a gastar.
Mas a fome chegou quando o dinheiro sumiu,
E o jovem altivo na miséria caiu.
Desejava comer a comida dos porcos no chão,
Ninguém lhe dava nada, o mundo o desprezou.
Caindo em si, no meio da solidão,
Do palácio do pai ele se lembrou:
"Quantos trabalhadores têm pão na mesa do meu lar,
E eu aqui, morrendo de fome, a chorar!"
"Levantar-me-ei e irei ter com meu pai,
E dir-me-ei: Pequei contra o céu e diante de ti.
Não sou mais digno de ser chamado teu filho, vai,
Trata-me como um servo qualquer daqui."
E caminhando descalço, com roupas rasgadas,
Ele voltou pelas estradas poeirentas e abandonadas.
Mas quando ele estava ainda muito distante,
O velho pai na janela o avistou!
Compadecido, correu com o peito ofegante,
E ao encontrar o menino, o abraçou!
O filho começou o seu discurso ensaiado,
Mas o pai o interrompeu, com o coração derramado.
"Trazei depressa a melhor roupa para o vestir!
Colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés!
Matai o novilho gordo, vamos celebrar e sorrir,
Faremos uma festa com música e fiéis!"
"Pois este meu filho estava morto e reviveu,
Estava perdido, e a graça o devolveu!"