Até há bem pouco tempo, quando se falava sobre o "fim do mundo", a imagem que vinha à mente da maioria das pessoas era a de uma guerra nuclear provocada pelo homem. Hoje, no entanto, o medo mudou de direção. Basta ligar o telejornal para testemunhar um planeta em convulsão: inundações que engolem cidades inteiras num dia, secas históricas que destroem colheitas no outro, ondas de calor mortais e tempestades com uma força nunca antes registada. A natureza parece estar em guerra contra a humanidade.
Os cientistas e líderes globais reúnem-se anualmente em cimeiras climáticas de emergência (como as COP's) tentando desesperadamente travar o aquecimento do planeta e encontrar soluções sustentáveis. A ciência descreve este fenômeno com gráficos de emissão de carbono, mas a Bíblia, escrita há milhares de anos, já havia diagnosticado este colapso ambiental com uma poesia trágica e assustadoramente precisa.
O Planeta Envelhecido
A visão bíblica sobre a ecologia é clara: a Terra não é eterna no seu estado atual. O profeta Isaías declarou que "a terra envelhecerá como uma roupa" (Isaías 51:6). Assim como uma vestimenta velha e puída começa a rasgar-se e a perder a sua capacidade de proteção, a fina camada que sustenta a vida no nosso planeta está a desgastar-se sob o peso milenar do pecado, da exploração e da ganância humana.
Jesus Cristo, em Lucas 21:25, especificou que, pouco antes do Seu retorno, haveria "na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas". A perplexidade (a falta de saber o que fazer) é exatamente o sentimento dos governantes atuais quando percebem que nenhuma tecnologia humana é capaz de segurar a fúria de um oceano aquecido ou de um furacão de categoria máxima.
A "Armadilha Verde" e a Religião Global
O que torna os sinais climáticos tão relevantes para a profecia não é apenas a destruição que causam, mas a reação política e religiosa que eles vão gerar. Lembre-se: o inimigo usa o medo para estabelecer o controle.
À medida que as catástrofes naturais se tornarem mais frequentes e devastadoras, destruindo as economias e gerando escassez de alimentos, o desespero tomará conta do mundo. Neste cenário de caos, líderes religiosos argumentarão que a ira de Deus (ou a fúria da "Mãe Terra") está a cair sobre nós porque o mundo se esqueceu de descansar e de honrar o sagrado. A solução proposta será uma legislação global rigorosa.
É exatamente aqui que a crise climática se cruza com Apocalipse 13. O argumento ambiental será a "justificativa perfeita" para impor um dia mundial de descanso obrigatório (sob o pretexto de reduzir emissões e apaziguar a divindade). Aqueles que se apegarem unicamente aos mandamentos bíblicos, recusando submeter-se a esse falso dia de adoração imposto pelo Estado, serão culpabilizados e acusados de serem a causa contínua dos desastres globais.
A Promessa de Recriação
O Apocalipse também tem um alerta severo para as megacorporações e nações que poluem e destroem os recursos naturais por pura avareza. Em Apocalipse 11:18, é dito que, no juízo final, Deus irá "destruir os que destroem a terra".
Como Viver Diante do Colapso da Natureza?
Ver o mundo físico a desmoronar-se ao nosso redor pode gerar uma profunda ansiedade climática, mas o cristão possui uma âncora de esperança:
- Seja um Bom Mordomo: O facto de o mundo estar a acabar não nos dá o direito de o destruirmos mais rápido. O cristão deve cuidar do meio ambiente, dos animais e da sua saúde, pois a Terra é obra das mãos do seu Pai. O cuidado com a criação é um ato de adoração.
- Não Confie em Tratados Humanos: Nenhuma agenda política, crédito de carbono ou acordo internacional conseguirá consertar o estrago causado por milénios de pecado. A única salvação para a ecologia da Terra é o retorno do seu Arquiteto original.
- Mantenha os Olhos no Novo Céu: Os gemidos que ouvimos hoje na natureza não são os estertores da morte final, mas as "dores de parto" (Romanos 8:22) de um novo mundo que está prestes a nascer. A promessa infalível de Pedro é: "Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (2 Pedro 3:13).
Quando o vento soprar forte, os rios transbordarem ou o calor sufocar, não entre em desespero como aqueles que não têm esperança. Deixe que a fúria da natureza o lembre de que o relógio profético não parou. A tenda deste mundo está a ser desmontada, porque a nossa casa eterna já está pronta a descer do céu!