
Um profeta de Judá, o 11º entre os doze profetas menores. Tal como Ezequiel, era de descendência sacerdotal. Descreve-se a si mesmo como (Zc 1:1) “filho de Berequias”. Em Ed 5:1 e Ed 6:14 é chamado “o filho de Ido” que era, mais exactamente, o seu avô. Iniciou a sua missão como profeta no segundo ano de Dario (520 AC), cerca de dezasseis anos depois do regresso do primeiro grupo vindo do exílio. Foi contemporâneo de Ageu (Ed 5.1).
O seu livro está dividido em duas partes distintas: a) capítulos 1 a 8, inclusive e b) desde o capítulo 9 até ao fim. Começa com um prefácio (Ed 1:1-6), no qual ele recorda a história passada do povo de Israel, com o propósito de apresentar um aviso às gerações presentes. Depois segue-se uma série de oito visões (Zc 1:7-6:8), que se sucedem umas às outras numa noite só e que podem ser vistas como a história simbólica de Israel. Destinar-se-iam a servir de consolo àqueles que tinham regressado do exílio e a incutir neles alguma esperança. O acto simbólico aí mencionado - a coroação de Josué (Zc 6:9-15) - descreve a maneira como os reinos do mundo se tornarão no reino de Cristo.
Os capítulos 7 e 8, escritos dois anos mais tarde, são uma resposta à questão que o povo, muitas vezes, colocava sobre se se deveria continuar a lamentar a destruição da cidade, sendo também um discurso de encorajamento ao povo, assegurando-lhes que a presença e as bênçãos de Deus continuavam com eles.
Não se conhece a data da segunda parte do livro, que está dividida em duas secções e é provável que um intervalo considerável a separe da primeira parte.
A primeira secção (cap. 9-11) dá-nos um esboço do modo como Deus lidará com o seu povo por altura do Advento.
A segunda secção (cap. 12-14) aponta para a glória que espera o Israel “dos últimos dias”, para o conflito final e para o triunfo do reino de Deus.
