
Um sacerdote do turno de Abias, o oitavo de entre os 24 turnos em que os sacerdotes tinham sido originalmente divididos por David (1Cr 23:1-19). Só regressaram do exílio quatro destes turnos ou “famílias” de sacerdotes (Ed 2:36-39); mas foram depois redistribuídos sob as antigas designações. Os sacerdotes serviam no templo duas vezes por ano e somente durante uma semana de cada vez. Durante o período em que Zacarias deveria prestar o seu serviço, a sua casa passou a ser uma das câmaras separadas para os sacerdotes e situada ao lado do recinto do templo. A oferta de incenso era uma das partes mais solenes da adoração diária do templo e todos os dias eram lançadas sortes a fim de se determinar quem deveria ter tão grande honra, uma honra que os sacerdotes só gozavam uma vez na vida.
Enquanto Zacarias ministrava junto ao altar de incenso, no lugar santo, foi-lhe anunciado pelo anjo Gabriel que a sua mulher Isabel, que também pertencia a uma família de sacerdotes e era avançada em idade, daria à luz um filho a quem deveriam chamar João. Este seria o percursor do, há muito esperado, Messias (Lc 1:12-17). Como castigo por não ter acreditado nesta mensagem, Zacarias ficou mudo, não podendo falar “até ao dia em que estas coisas aconteçam” (20). Passaram-se os nove meses e Isabel deu à luz o seu filho. Então, quando em resposta à perguntas, Zacarias escreveu na “tabuínha de escrever”: ‘O seu nome é João’, a sua boca se abriu e ele louvou ao Senhor (60-79). O menino (João Baptista) “se robustecia em espírito” (Lc 1:80).
