
(Em certas inscrições, “Sarra-Yukin” (o deus) nomeou o rei; também “Sarru Kinu”, o rei legítimo). Com a morte de Salmanezer (723 AC), um dos generais assírios ocupou o trono vago, tomando o nome de “Sargão”, em homenagem ao famoso monarca de Sargão de Acade, fundador do primeiro império semítico, assim como de uma das mais famosas bibliotecas da Caldeia. Ele iniciou, depois, as suas conquistas e tornou-se num dos mais poderosos monarcas assírios. É mencionado pelo nome na Bíblia, em ligação com o cerco de Asdode (Is 20:1).
No início do seu reinado, ele cercou e tomou Samaria (2Rs 17:6; 2Rs 18:9-12). Numa inscrição encontrada no palácio que ele construíra em Corsabade, Sargão diz: “Cerquei a cidade de Samaria e tomei-a; levei 27.280 dos seus habitantes e 50 dos seus carros,” etc. Transformou o reino do norte numa satrapia asssíria. Afastou depois Merodaque-Baladã da Babilónia durante 12 anos, aí entrando em triunfo. Através de uma sucessão de vitórias, eles alargou e consolidou gradualmente o seu império, que se estendia desde as fronteiras com o Egipto, a oeste, até às montanhas de Elã, a este, quase realizando os ambiciosos desígnios de Tiglate-Pileser. Foi morto por um dos seus soldados (705 AC) no palácio de Corsabade, após um reinado de dezasseis anos, tendo-lhe sucedido o seu filho Senaqueribe.
