
Filho de Manoá. Nasceu em Zorá. A narrativa da sua vida é feita em Jz 13-16. Era “nazireu de Deus” desde o seu nascimento, sendo o primeiro nazireu a ser mencionado na Bíblia (Jz 13:3-5; comp. Nm 6:1-21). O primeiro evento da sua vida a ser registado foi o seu casamento com uma filisteia de Timnate (Jz 14:1-5). Tal casamento não era proibido pela lei de Moisés, pois os filisteus não faziam parte das sete nações cananeias condenadas à destruição (Ex 34:11-16; Dt 7:1-4). Foi, contudo, um casamento não abençoado e pouco feliz. Não demorou a que a sua mulher lhe fosse tirada e “dada ao seu companheiro” (Jz 14:20). Sansão vingou-se e queimou as “searas dos filisteus” (Jz 15:1-8) que, por sua vez, como vingança, “queimaram a fogo a ela e a seu pai”. Sansão vingou, de um modo terrível, a morte dela (Jz 15:7-19). Nos vinte anos que se seguiram, ele julgou a Israel; mas nada se sabe sobre a sua vida. Talvez estes vinte anos tenham coincidido com os últimos vinte anos da vida de Eli. Depois disto, temos um registo das suas façanhas em Gaza (Jz 16:1-3), da sua paixão por Dalila, da traição desta (Jz 16:4-20) e, depois, da sua morte (Jz 16:21-31). Morreu juntamente com os seus inimigos, na última e terrível destruição que trouxe sobre eles. “E foram mais os mortos que matou na sua morte (em importância política e social = elite do povo) do que os que matara na sua vida”.
“Esforçando todos os seus nervos, ele inclinou-se: como que com a força reprimida de ventos e de águas, quando as montranhas tremeram, aqueles dois pilares maciços, em horrível convulsão, ele arrancou, até que caíram, derrubando todo o tecto sobre eles, como o ribombar de um trovão sobre as cabeças de todos os que ali se encontravam, Senhores, damas, capitães, conselheiros ou sacerdotes, os eleitos da sua nobreza”.
