
A origem desta seita judaica não pode ser definitivamente traçada. É provável que fosse o resultado da influência dos hábitos e filosofias gregas obtido durante o domínio grego. A primeira vez que aparecem em cena é durante o ministério de João Baptista. Eles vieram ter com João, que se encontrava nas margens do Jordão e João disse-lhes: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?” (Mat 3:7). Outra das vezes em que são mencionados, vêm ter com Jesus para o tentarem. Cristo chama-lhes “hipócritas” e “geração má e adúltera” (Mt 16:1-4; Mt 22:23). A única referência que lhes é feita nos Evangelhos de Marcos (Mt 12:18-27) e Lucas (Lc 20:27-38) é relativa à sua tentativa de ridicularizar a doutrina da ressurreição, que eles negavam, assim como negavam a existência dos anjos. Nunca são mencionados no Evangelho de João.
Existiam muitos saduceus entre os “anciãos” do Sinédrio. Eles pareciam, na realidade, ser tão numerosos quanto os fariseus (At 23:6). Mostraram o seu ódio por Jesus ao tomarem parte na sua condenação (Mt 16:21; Mt 26:1-3, 59; Mc 8:31; Mc 15:1; Lc 9:22; Lc 22:66). Esforçaram-se por proibir os apóstolos de pregarem a ressurreição de Cristo (At 2:24, 31, 32; At 4:1, 2; At 5:17, 24-28). Eles eram os deístas e os cépticos do seu tempo. Não aparecem como seita separada depois da destruição de Jerusalém.
