
O mar actualmente conhecido por Mar Mediterrâneo (Nm 34:6; Js 1:4; Js 15:12), também chamado “mar ocidental” (Dt 11:24; Jl 2:20; Zc 14:8), ou simplesmente “mar” (Nm 13:29; At 10:6), uma vez que era o principal mar conhecido pelos hebreus. Situa-se entre a Europa e a Ásia Ocidental e o norte de África. Tem cerca de 3700 km de extensão e entre 160 e 960 km de largura. Na maior parte do VT, foi muito utilizado pelos fenícios, que mantinham relações com grande parte do mundo mediterrâneo. Os hebreus, que viviam num local sem portos naturais, não eram um povo marinheiro. Os produtos que lhes chegavam de outros países, eram-lhes trazidos pelos fenícios, tal como acontecia com outras nações nesse tempo. No tempo de Jesus, contudo, a Palestina esteve em contacto directo com o mundo ultramarino. Possuía, nesta altura, portos artificiais instalados em Cesareia e Ptolomais e o Mar Mediterrâneo tornara-se virtualmente num lago romano. Servia, assim, um duplo propósito: o de ligar todas as partes do Império e de fornecer a capital com os produtos alimentares essenciais e outros produtos vindos das províncias. Por causa das fortes rajadas vindas de nordeste e que muitas vezes varriam o Mar Mediterrâneo durante o inverno e também por causa do medo que os marinheiros tinham dos baixios existentes nas praias de África, assim como dos estreitos de Messina, entre a Sicília, a Itália e o Cabo Malia, na faixa sul da Grécia, o comércio marítimo estagnava durante os meses de inverno.
