
Um filho ou um povo descendente de Mizraim (Gn 10:13; 1Cr 1:11). Alguns comentadores corrigiram o termo hebraico, que passou a ler-se “líbios”. Este termo surge em diferentes livros da Bíblia e, noutras passagens, os termos Lubim (os líbios, ou Pût) e Ludim aparecem como povos distintos e separados (Jr 46:9; Ez 27:10; Ez 30:5). Algumas versões, ao traduzir Lûdîm por lídios, dão uma identificação plausível mas não existem provas extra-bíblicas que confirmem que os lídios sejam de descendência canita, tal como eram os ludeus. Devem ter migrado do norte de África no início da sua história, pois surgem na planície de Sardo, a oeste da Ásia Menor, antes de meados do 2º milénio AC. Espalharam-se gradualmente por metade do país até ao rio Halys. Durante o período do império heteu, a Lídia ficou sujeita aos seus vizinhos orientais mas tornou-se independente novamente após o colapso do reino heteu, desenvolvendo-se e transformando-se num reino forte. É mencionada frequentemente em registos assírios como Luddu. Lutou contra os Medos no tempo de Nabucodonozor e foi conquistada por Ciro, o Grande em meados do século VI, tornando-se, nessa altura, numa parte do império persa. Sardo, a sua rica capital, foi durante vários séculos uma cidade importante e era ainda uma metrópole florescente nos tempos cristãos. Em Ez 30:5, algumas versões traduzem Lûd por “Lídia” e em Jr 46:5, Lûdîm surge como “lidios”. Não se sabe ao certo se a Lude de Is 66:19 se refere à Ludim canita, 1, ou à Ludim semítica, 2.
