
Uma importante cidade do oeste da Ásia Menor e que pertencia à Frígia. Situava-se numa extremidade do vale do rio Lycus, um tributário do Meandro e entre montanhas que se elevam a alturas que se encontram entre os 2440 e os 2750 metros. Foi provavelmente fundada por Antíoco II (261-246 AC), que lhe deu este nome em honra da sua irmã e mulher Laodice. Foi povoada por sírios e judeus vindos de Babilónia. A cidade só se tornou importante quando se tornou parte da província romana da Ásia, organizada no século II AC. Ficou famosa nos tempos do NT como sendo um local onde se podia adquirir lã preta brilhante e vestuário preto manufacturado nesta cidade, sendo que ambos os artigos eram exportados para muitos países. Também muito conhecido em todo o mundo oriental era o “pó frígio” medicinal utilizado para os males dos olhos. A cidade tornou-se tão rica que, quando foi destruída em 60 DC por um tremor de terra, os seus cidadãos, ao contrário dos das outras cidades que também sofreram com esta tragédia, recusaram a ajuda que Roma lhes ofereceu e reconstruíram a sua cidade com os seus próprios recursos. A cidade mudou de mãos várias vezes nos séculos seguintes e foi finalmente destruída no século XIII pelos turcos. Desde então tem-se mantido em ruínas, servindo de pedreira onde a cidade vizinha de Denzli vai buscar os materiais de construção de que precisa. O local em ruínas tem o nome de Eski Hissar, que significa “velho castelo”.
As ruínas permaneceram inexploradas até que uma expedição da Universidade de Laval, Quebeque, escavou a antigo Ninfeu entre 1961 e 1963. Descobriu-se que esta estrutura tinha sido destruída por um tremor de terra no século V DC. Partes deste edifício arruinado foram, consequentemente, convertidas numa casa de adoração cristã, enquanto que o resto continuou a servir os cidadãos de Laodiceia como fontes de água.
Existiu na cidade uma igreja cristã no tempo em que a carta de Paulo aos colossensses foi escrita (62 DC) mas, aparentemente, Paulo nunca esteve na cidade (Cl 2:1). É possível que Epafras, um nativo desta cidade vizinha de Colosso, fosse o impulsionador do cristianismo nessa área (caps. Cl 1:7; Cl 4:12). Chegou a Laodiceia uma carta de Paulo, ao mesmo tempo que os colossensses também recebiam uma (cap. Cl 4:16). É provável que esta carta se tenha perdido, tal como aconteceu com outras cartas de Paulo (cf. 1Co 5:11). Desde o tempo de Marcion (150 DC) que se sugere frequentemente que a carta aos efésios é a carta perdida que fora dirigida aos laodicenses porque as palavras “aos santos que estão em Éfeso” (Ef 1:1) são pobremente confirmadas por provas manuscritas. Uma carta apócrifa de Paulo dirigida aos laodicenses, pertencente ao século V DC e existente em traduções latinas e árabes, é composta por uma mistura de passagens das cartas aos gálatas e aos efésios.
Uma das sete cartas, no Apocalipse, é dirigida à igreja de Laodiceia (Ap 3:14-22). As repreensões contidas nesta carta indicam que a igreja não se encontrava muito bem e as referências à riqueza, ao colírio e aos vestidos brancos são explicados por um conhecimento da história da cidade, da sua importância económica e orgulho e dos seus produtos industriais.
