
Filho e sucessor de Asa, rei de Judá. Depois que fortificou o seu reino contra Israel (2Cr 17:1, 2), predispôs-se a limpar o país de toda a idolatria (1Rs 22:43). No terceiro ano do seu reinado, enviou sacerdotes pelo país, a fim de instruírem o povo na lei (2Cr 17:7-9). Gozou de grande medida de paz e prosperidade, sendo o povo abençoado por Deus “nos seus cestos e nos seus depósitos”.
O grande erro do seu reinado foi a aliança que fez com Acabe, rei de Israel, que o envolveu em desgraça e trouxe grande desastre ao seu reino (1Rs 22:1-33). Escapando de uma batalha sangrenta em Ramote-Gileade, o profeta Jeú (2Cr 19:1-3) saiu-lhe ao encontro para lhe falar da causa que ele vinha prosseguindo, pelo que ele voltou ao seu anterior caminho de oposição a toda a idolatria e profundo interesse pela adoração a Deus e pelo recto governo do povo (2Cr 19:4-11).
Mais uma vez, ele fez uma aliança com Acazias, o rei de Israel, com o propósito de estabelecer comércio marítimo com Ofir. Mas a frota que estava já equipada em Eziom-Geber, rapidamente se quebrou. Foi, então, criada uma nova frota, sem a cooperação do rei de Israel e embora tivesse sido bem sucedido, aquele negócio não seguiu em frente (2Cr 20:35-37; 1Rs 22:48, 49).
Depois, juntou-se a Jorão, rei de Israel, na guerra contra os moabitas, que eram tributários de Israel. A guerra foi bem sucedida. Os moabitas foram subjugados, mas o terrível acto de Messa, ao oferecer o seu próprio filho em sacrifício nos muros de Quir-Haresete, perante os exércitos de Israel, encheu-o de horror e ele retirou-se, voltando para o seu país (2Rs 3:4-27).
O último incidente mais notável do seu reinado está registado em 2Cr 20. Os moabitas formaram uma grande e poderosa confederação com as nações vizinhas e vieram contra Josafat. As forças aliadas estavam acampadas em Engedi. O rei e o seu povo ficaram alarmados e voltaram-se para Deus em oração. O rei orou no pátio do templo: “Oh, nosso Deus, não o julgarás Tu? Pois nós não temos poder contra esta grande companhia que veio contra nós”. Por entre o silêncio que se seguiu, a voz de Jaaziel, o levita, foi ouvida, anunciando que, no dia seguinte, toda aquela grande hoste seria derrotada. E assim foi, pois eles debateram-se entre si, matando-se uns aos outros e deixando que o povo de Judá apenas recolhesse os despojos. Tudo aquilo foi reconhecido como uma grande salvação vinda de Deus (890 a.C.). Pouco tempo depois, Josafat morreu, após um reinado de 25 anos, com a idade de 60 anos, tendo-lhe sucedido o seu filho Jorão (1Rs 22:50). Dele foi testemunhado que “buscou ao Senhor com todo o seu coração” (2Cr 22:9). O reino de Judá nunca foi tão próspero como no seu tempo.
