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Dicionário e Enciclopédia Bíblica



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GIBEOM
Heb. Gib‘ôn, “monte”.


O nome aparece em 33 antigas inscrições hebraicas encontradas em Gibeom. Uma antiga cidade cananeia, a principal cidade de uma confederação à qual pertenciam Cefira, Beerote e Quiriate-Jearim Js 9:17). Os primeiros habitantes de Gibeom eram heveus (Js 11:19), “do resto dos amorreus” (2Sm 21:2). Usando falsos pretextos, conseguiram estabelecer um tratado de amizade com Josué e os filhos de Israel. Quando os israelitas descobriram o engano, fizeram dos gibeonitas seus escravos; contudo, honraram o tratado e prestaram-lhes auxílio militar quando os gibeonitas foram atacados por outras cidades cananeias (Js 9:1 a 10:11). A cidade de Gibeon situava-se no território de Benjamim (Js 18:25), mas foi atribuída à família de Aarão (Js 21:17). Esta foi provavelmente a razão porque o tabernáculo lá se encontrava durante o reinado de David e Salomão, antes de o templo ter sido construído (1Cr 16:39, 40; 1Cr 21:29; 2Cr 1:3, 6, 13). Embora os seus antepassados tenham vivido em Gibeom durante algum tempo (1Cr 8:29; 1Cr 9:35), Saúl massacrou alguns dos seus habitantes sem qualquer justificação; consequentemente, sete dos seus filhos foram executados no tempo de David, para satisfazer os gibeonitas (2Sm 21:1-9). Foi em Gibeom que David lutou contra Isbosete (2Sm 2:8-17, 24; 2Sm 3:30) e derrotou os filisteus (1Cr 14:16); perto de Gibeom, Joabe matou Amasa (2Sm 20:8-10). No santuário em Gibeom, Salomão recebeu uma visão divina (1Rs 3:4-15). A cidade parece ter entrado em declínio mais tarde. Não volta a ser mencionada senão depois do exílio (Ne 7:25). Os seus habitantes ajudaram Neemias a erigir as muralhas de Jerusalém (Ne 3:7).

O local é identificado com a actual aldeia de ej-Jîb, 9.5 km a nordeste de Jerusalém. É um monte escarpado composto por camadas rochosas e calcárias bem estratificadas, situando-se num grande vale. A aldeia de ej-Jîb situa-se no cimo e nas encostas do monte. Foram levadas a cabo escavações entre 1956 e 1962 sob a direcção de J. B. Pritchard. Ele desobstruiu um grande poço com 25 metros de profundidade, 11.6 metros de diâmetro e uma escada notável com 79 degraus que levavam até ao fundo do poço. Os escombros tirados do poço puseram a descoberto inúmeras asas de cântaros onde se encontrava inscrito o nome de Gibeom. O fundo do poço dava acesso a uma nascente. O acesso a uma segunda nascente na encosta do monte era feito através de um túnel talhado nas rochas, com 51.2 metros de comprimento e que Pritchard desimpediu durante a primeira época de escavações. Também escavou partes da sólida muralha com 3,5 metros de largura e pertencente ao início da Idade do Ferro, o período dos juizes israelitas. Descobriu ainda túmulos de meados e final da Idade do Bronze (1800-1200 AC).

Os “altos” de Gibeom podem ter-se situado no monte vizinho (Nebi-Samwîl), embora não seja certo. O “tanque de Gibeom” (2Sm 2:13), ou as “muitas águas que há em Gibeom” (Jr 41:12) pode ser identificado com o tanque chamado el-Birkeh, com 3,3 x 2,1 metros, talhado numa rocha que se situa a oeste do monte. Há quem o identifique com um lago de 2,4 a 3,2 hectares que se forma todos os anos na zona baixa do vale, aquando das chuvas de inverno. O deserto de Gibeom (2Sm 2:24) era, ou o algo estéril planalto entre Gibeom e Ramá, ou o deserto na direcção do Vale do Jordão e que se situa mais adiante.






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