
Uma cidade no território de Benjamim. Era chamada “Gibeá de Benjamim” (Jz 20:10 - a palavra hebraica aqui é Geba‘, tendo-se deixado de usar o h final - 1Sm 13:15, etc.); “Gibeá dos filhos de Benjamim” (2Sm 23:29) e “Gibeá de Saúl” (1Sm 11:4; 1Sm 15:34, etc.). Os habitantes desta cidade são descritos como tendo sido extremamente fracos durante o período dos juizes. Como resultado, surgiu uma guerra fratricida entre eles e todo o resto da tribo, da qual quase foram exterminados (Jz 19; 20). Gibeá tornou-se importante por ser a cidade natal de Saúl, primeiro rei de Israel, tendo permanecido como sua cidade de residência durante todo o seu reinado (1Sm 10:26; 1Sm 15:34; 1Sm 22:6; 1Sm 23:19). É mencionada pelos profetas Isaías e Oseias, em cujo tempo era ainda habitada (Is 10:29; Os 9:9; Os 10:9).
Gibeá localizava-se na estrada entre Jerusalém e Ramá (Jz 19:13) e foi identificada com Tell el-Fûl, um monte proeminente cerca de 6,5 km a norte de Jerusalém. Albright escavou o local para as Escolas Americanas de Investigação Oriental em 1922 e 1933. Em 1964, Paul Lapp conduziu novas escavações que confirmaram e apuraram as conclusões de Albright. Estes homens puseram a descoberto o pequeno castelo-fortaleza de Saúl, uma cidadela de dois andares com 52 x 35 metros. As muralhas exteriores, construídas em estilo casamata, tinham entre 1.8 e 2.1 metros de espessura. Torres proeminentes nos quatro cantos da fortaleza, das quais somente a do canto sudoeste ficou de pé, fortaleciam a estrutura e serviram de modelo para outras fortalezas israelitas desse período.
