
A cidade é mencionada nas Cartas de Amarna do século XIV AC como Gimti e Ginti; e nos registos de Sargom como Gimtu. É uma cidade dos filisteus, cujo nome semítico parece indicar que foi fundada pelos semitas. No tempo de Josué era habitada pelo remanescente dos anaquins, homens de grande estatura (Js 11:22). O gigante Golias, que era de Gate (1Sm 17:4, 1Sm 17:23), foi provavelmente um deles (cf. Nm 13:33; Js 11:22). Gate tornou-se na capital da confederação filisteia de cinco cidades principais (Js 13:3; 1Sm 5:7-10; 1Sm 6:17). A Gate pertenciam as cidades subordinadas de Ziclague (1Sm 27:6); Jabné (2Cr 26:6) e Moresete-Gate - literalmente, “possessão de Gate” (Mq 1:14). Durante o reinado de Saúl, Gate era governada por um rei chamado Áquis (1Sm 27:2-11), que concedeu refúgio a David. Depois que David subiu ao trono, conquistou Gate (1Cr 18:1) e o seu neto Roboão fortificou-a (2Cr 11:8). Hazael, de Damasco, tomou-a mais tarde de Judá (2Rs 12:17) mas Uzias, de Judá, reconquistou-a e derrubou as suas muralhas (2Cr 26:3, 6). A partir daí, deixa de ser mencionada entre as cidades filisteias. Mais tarde, contudo, Sargon II diz-nos que tomou a cidade (Gimtu) durante a sua campanha contra Asdode, em 711 AC.
Embora a cidade deva ter sido uma metrópole importante, não foi ainda identificada. A maior parte dos eruditos têm considerado Tell ‘Arâq el-Menshîyeh, que se situa cerca de 10,5 km a oeste de Beit Jibrîn (Eleuteropolis), como sendo a localização de Gate. Mas Tell es-Sâfî (que habitualmente se considera como tendo sido Libna), Beit Jibrîn e Tell esh-Sheri‘ah, cerca de 25.5 km a este-sudeste de Gaza, foram também sugeridas. Houve uma altura em que os eruditos israelitas penderam mais para Tell Sheikh el-‘Areini, cerca de 14.5 km a oeste de Beit Jibrîn, pelo que as autoridades de Israel mudaram o nome desta cidade para Tel Gat. Contudo, as escavações levadas a cabo por S. Yeivin, entre 1956 e 1961, mostraram que aquela tinha sido uma cidade insignificante no tempo em que Gate era uma das cidades principais dos filisteus. Portanto, esta identificação teve que ser abandonada. Por outro lado, as escavações levadas a cabo por E. D. Oren em Tell esh-Shari‘ah, entre 1972 e 1974 puseram a descoberto relíquias estruturais que se encaixariam entre os séculos XVI e VII AC (e períodos posteriores), encontrando-se entre elas uma fortaleza ou residência do governador e vestígios de um centro de culto, onde se podia ver imensa cerâmica filisteia e algum material importado do Egipto, de Chipre e outros locais. É, portanto, possível que Tell esh-Sheri‘ah seja a localização da antiga Gate, embora essa identificação ainda seja incerta.
