
Dario, rei da Pérsia. Era filho de Histaspes, da família real dos Aqueménides. Não sucedeu imediatamente a Ciro. Houve ainda dois reis intermédios: Cambíses (o Assuero de Esdras), filho de Ciro, que reinou desde 529 a. C. até 522 a. C., sendo sucedido por um usurpador chamado Esmérdis, que ocupou o trono somente durante dez meses e ao qual sucedeu Dario (521-486 a.C.). Esmérdis não tinha qualquer simpatia por Ciro e Cambíses, pelo modo como eles trataram os Judeus.
Emitiu um decreto proibindo a restauração do templo e de Jerusalém (Ed 4:17-22). Mas logo após a sua morte e depois da ascensão de Dario ao trono, os judeus retomaram o seu trabalho, pensando que o édito de Esmérdis seria, agora, anulado e tornado sem validade, pois Dario estava em harmonia com a política religiosa de Ciro. Os inimigos dos judeus não perderam tempo em trazer o assunto a Dario e este fez com que se procurasse o decreto de Ciro. Não foi encontrado em Babilónia mas em Acmeta (Ed 6:2); e Dario emitiu um novo decreto, dando aos judeus total liberdade para prosseguirem o seu trabalho e requerendo, ao mesmo tempo, que o satrapa sírio e os seus subordinados lhes dessem toda a ajuda de que necessitassem. Foi contra o exército deste rei que os gregos lutaram na famosa batalha de Maratona (490 a.C.). Durante o seu reinado, os judeus gozaram de muita paz e prosperidade. Sucedeu-lhe Assuero, conhecido pelos gregos como Xerxes e que reinou durante 21 anos.
