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JUDEIA
Gr. Ioudaia, uma forma adjectival da forma aramaica Yehûday, “(pertencente a) Judá”, ou “(a terra de) Judá”.


Por algum erro de tradução, encontramos “Judeia” no VT uma vez (Ed 9:9), como tradução do Heb. Yehûdah e uma vez em algumas versões (cap. Ed 5:8), como tradução de Yehûd, que é o equivalente aramaico para Yehûdah. Contudo, ambos os termos deverão ser traduzidos por “Judá”, nome este que aparece repetidamente em Esdras e Neemias (Ed 1:2, 3; Ed 3:9; Ne 2:5; Ne 6:7, etc.). “Judeia” é, mais propriamente, a forma latinizada do Gr. Ioudaia, enquanto que “Judá” em Gr. é Ioudas. O termo Judeia refere-se, em primeiro lugar, à área da Palestina a sul de Samaria ocupado pela antiga Judá; em segundo lugar, a toda a terra dos judeus com várias fronteiras. No NT, a Judeia refere-se geralmente à área sul de Samaria (cf. Mt 2.15; Mc 3:7, 8; At 9:31; etc.), embora, às vezes, possa abranger algo mais. Por exemplo, vemos Herodes, que reinou sobre toda a Palestina, ser apelidado de “rei da Judeia” (Lc 1:5).

Este artigo começa, mais ou menos arbitrariamente, no tempo de Alexandre, o Grande, por ser o período em que o domínio e a influência grega - simbolizado pelo termo Judeia, que é o nome grego para o país - se iniciou. Cobre os períodos intertestamental e do NT. Para períodos anteriores, ver tribo de Judá.

1 - O Período Intertestamental - Quando Alexandre conquistou o país que fazia fronteira com o Este do Mediterrâneo, Jerusalém não resistiu; de acordo com Josefo, o sumo sacerdote chegou a recebê-lo como um convidado de honra e como o conquistador mencionado na profecia. Alexandre mostrou-se favorável para com os judeus e instalou alguns na sua nova cidade de Alexandria. Após a sua morte, a Judeia tornou-se parte do território dos seus sucessores, tendo sido primeiramente governada pelos Ptolomeus do Egipto. Contudo, mudou várias vezes de mãos, sendo governada alternadamente pelos Ptolomeus e pelos Seleucidas, da Síria.

Os judeus foram geralmente bem tratados durante os primeiros 150 anos de domínio helenístico. Sob domínio ptolomaico e início do domínio seleucida, eram bastante autónomos. A Judeia era um “Estado do Templo” governada pelo sumo sacerdote e o governador helenístico mostrava-se geralmente satisfeito, desde que o tributo fosse pago regularmente. Os judeus puderam manter os seus costumes e religião, embora entre as classes mais altas houvesse uma tendência crescente para se adoptar a língua, o modo de vestir e os costumes gregos. Contudo, deu-se uma reacção quando Antioco IV tentou helenizar os judeus à força. Em 168 AC, ele ordenou que os judeus deixassem de adorar o Senhor, deixassem de observar o Sábado e pusessem de lado o rito da circuncisão, devendo passar a participar nos serviços pagãos de animais impuros oferecidos a Zeus e Dionísio. Antioco tinha um templo em Jerusalém dedicado a Zeus e ordenou que animais impuros fossem sacrificados no seu altar. O Sábado foi abolido, assim como a Lei. Os livros sagrados dos judeus foram destruídos e aqueles que eram pios e leais à religião dos seus pais foram torturados e mortos. A resistência judaica transformou-se finalmente em revolta, liderada pelos macabeus (Matatias, os seus filhos e os seus seguidores). As primeiras acções tomadas contra os sírios chegaram na forma de lutas de guerrilha mas, sob a liderança de Judas Macabeu, desenrolaram-se verdadeiras batalhas, conseguindo-se extraordinárias vitórias. A sorte nestas batalhas variava de vez em quando mas a Judeia acabou por emergir desta luta como uma nação livre. A partir de 143 AC, declarou-se independente. A partir de 104 AC, transformou-se num reino independente, dominando sobre um vasto território na Palestina que, eventualmente, incluía a Idumeia (Edom), Samaria, a Galileia e certas zonas na Transjordânia e a nordeste do Mar da Galileia. Em 63 AC, Pompeu tomou Jerusalém e a Judeia tornou-se num súbdito de Roma, passando a ser governada pelos últimos governantes macabeus como um reino sujeito a Roma. Em 40 AC, os romanos nomearam um novo governante nativo como rei da Judeia, Herodes, o Grande, de descendência idumaica.

2 - Os Tempos do Novo Testamento - Quando Jesus nasceu, pouco antes da morte de Herodes, o reino da Judeia quase igualava, em tamanho, o reino controlado pelo rei David. Após a morte de Herodes em 4 DC, o reino foi dividido, tendo a Judeia propriamente dita e Samaria sido colocadas sob o domínio do seu filho Arquelau, que recebeu o título de etnarca. Quando Arquelau foi deposto em 6 DC, por causa da sua má administração, a Judeia deixou de ser governada por regentes nativos, passando a ser controlada pela administração provincial romana. Após ter gozado de autonomia local sob o domínio persa, helenístico e romano, a Judeia passou a ser governada directamente por governadores estrangeiros - procuradores romanos que tinham a sua sede em Cesareia. Foram sete os procuradores que governaram a Judeia e Samaria num período de 35 anos e que se opuseram totalmente aos judeus. Então, a Judeia e Samaria foram acrescentadas ao reino de um descendente de Herodes Agripa I - que reinava sobre a Galileia, a Pereia e a região nordeste. Reinou sobre a Judeia entre 41 e 44 DC. Após a sua morte, a Judeia, juntamente com Samaria, passou novamente a ser uma província governada por um procurador. Muitos dos sete procuradores que dominaram sobre o país durante os 22 anos seguintes foram homens egoístas e vis, cujos actos néscios e pouco apropriados para homens de estado contribuíram grandemente para o eclodir da rebelião de 66 DC. Esta guerra teve como resultado a destruição de Jerusalém e do templo por Tito em 70 DC e o fim da nação judaica como tal.






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