Dicionário e Enciclopédia Bíblica
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JUDÁ, REINO DE


A união entre as tribos do sul e do norte era apenas artificial, e foi mantida apenas enquanto governantes com personalidade forte como David e Salomão estiveram no trono. Quando um rei mais fraco tomou o trono após a morte de Salomão, as tribos do norte separaram-se definitivamente de Judá. Com a excepção de tribo sacerdotal de Levi, que aparentemente na sua maioria se mudou para o território de Judá (2Cr 11:5-14), apenas a tribo de Benjamim ficou no reino do sul. A partir dessa altura e durante cerca de 345 anos (c. 931 a 586 B.C.), a história da tribo de Judá é, na sua maior parte, a história do reino de Judá. Durante esse período 19 reis, todos descendentes de David, e uma rainha, a cruel Atália, reinaram sobre o reino do sul, que consistia nos territórios de Judá e Benjamim, e, por algum tempo, o de Edom. Era frequente haver guerra com o reino do norte (1Rs 14:30; 1Rs 15:7, 16; 2Rs 14:11, 12; 2Rs 16:5). Ocasionalmente invasões de outras nações tinham de ser combatidas. O primeiro invasor foi o rei Sisac do Egipto no tempo de Roboão (1Rs 14:25-28; 2Cr 12:1-12). Mais tarde, no tempo de Asa, Zera o Etíope veio contra Judá (2Cr 14:9-15), e finalmente a nação foi atacada pela Assíria e pela Babilónia (2Rs 18:14; 2Rs 24:10; etc.). No reinado do rei Jorão, Edom foi perdida permanentemente (2Cr 21:8-10), o que tornou Judá num estado relativamente insignificante. Devido a esta situação Judá devia a sua sobrevivência à fraqueza do Egipto, e à existência do reino de Israel como um estado tampão contra os inimigos do norte, os Sírios e os Assírios. Durante os últimos anos do reino de Israel, Judá reinado por Acaz tornou-se num estado vassalo dos Assírios (2Rs 16:7-10), e depois da queda da cidade de Samaria em 723/22 B.C., a sua fronteira norte estava adjacente a uma província assíria. Durante os 100 anos seguintes Judá ou tinha de pagar um tributo pesado à Assíria ou era invadido, como no tempo do rei Ezequias (2Rs 18:13-16). Um dos seus reis, Manassés, foi mesmo levado para a Mesopotâmia como refém e passou algum tempo na prisão (2Cr 33:11-13). Durante o declínio da Assíria depois da morte de Asurbanipal e até a sua destruição completa depois da captura de Niníve pelos medos e babilónios, Judá teve um período onde pode respirar de alívio e no reinado do rei Josias estendeu a sua autoridade sobre algumas partes do antigo reino de Israel (2Cr 34:6, 7). No entanto, Josias encontrou-se entre o Egipto, que, no reinado do rei Neco, aspirava a retomar o domínio sobre a Palestina, e Babilónia, que se considerava a herdeira do império assírio. Josias aparentemente escolheu aliar-se à Babilónia, pois perdeu a sua vida numa batalha contra Neco (2Rs 23:29, 30; 2Cr 35:20-24). Durante as 2 décadas da sua existência depois da morte de Josias, Judá alternou as suas alianças entre o Egipto e a Babilónia, viu o seu território repetidamente invadido por exércitos estrangeiros, viveu 3 capturas de Jerusalém, a sua capital, e finalmente sofreu a destruição da sua soberania e de suas cidades, e testemunhou a deportação da maior parte da sua população para a Babilónia (2Rs 23:31 a 2Rs 25:21; 2Cr 36:1-20). Alguns dos judeus que ficaram no país pelos babilónios migraram para o Egipto para escapar à ira de Nabucodonozor depois de alguns judeus fanáticos mataram Gedalias e a guarnição caldeia (2Rs 25:22-26). Aparentemente apenas um pequeno e insignificante grupo permaneceu no território.

Durante os 4 séculos da história de Judá, a adoração a Deus era frequentemente acompanhada pela adoração de deuses pagãos a quem santuários e lugares de culto foram erigidos desde o tempo de Salomão até o fim do reino (1Rs 11:4-8; 1Rs 14:22-24; 2Rs 21:1-7; etc.). Embora o país não tenha demonstrado a profundidade da idolatria encontrada do reino do norte, Judá era praticamente uma nação semipagã durante o período dos reis. Alguns reis, como Asa (1Rs 15:12-14), Josafat (1Rs 22:43-46), Ezequias (2Rs 18:1-4), Josias (2Rs 22:1-20), fizeram sérias tentativas para eliminar a idolatria e cultos pagãos. Estas reformas, no entanto, foram temporárias, e o povo mergulhou uma vez mais no paganismo. Esta foi a principal razão para a queda da nação (2Cr 36:14-16; Jr 22:6-9; etc.).



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