Dicionário e Enciclopédia Bíblica
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ALEXANDRIA


A maior cidade do Egipto helenístico. Foi fundada por Alexandre, o Grande, em 332/331 AC, na costa noroeste do Delta, a cerca de 24 km a oeste da foz canópica do Nilo, numa faixa de terra com 3 km de largura situada entre o Mediterrâneo e o Lago Mareotis. Estava ligada à ilha de Faros, famosa pelo seu farol, através de uma estrada a pique. A reconstrução do traçado da antiga cidade não será fácil de conseguir, uma vez que as ruínas dos antigos edifícios não existem e a actual cidade de Iskanderîyeh está situada sobre os escombros da antiga cidade. Não se sabe se Alexandre planeava transformá-la na capital do Egipto mas Ptolomeu I transferiu a capital de Menfis para Alexandria assim que se tornou rei. A cidade, inteiramente helenística, ficou famosa pelos seus templos, teatros e outros edifícios magníficos, assim como pelo seu palácio real. O mais famoso de todos era o Museu com a sua biblioteca, contendo talvez centenas de milhares de rolos.

No tempo dos romanos, Alexandria era a segunda cidade do império e a mais importante do Oriente. Era famosa pelo seu Museu, que se transformou numa grande universidade, fazendo da cidade um centro de cultura e saber helenísticos. Tinha também uma importância económica, por ser o principal porto fornecedor de cereais a Roma. Dos três barcos que Paulo usou para ir a Roma, por volta de 60/61 DC, dois estariam provavelmente cheios de cereais vindos de Alexandria (At 27:6; At 28:11). Não se sabe exactamente quantas pessoas viveriam em Alexandria no tempo dos romanos mas uma estimativa declara que a sua população se situaria entre as 600.000 pessoas e um número ainda mais elevado, mas a estimativa mais baixa é provavelmente a mais correcta. A cidade dividia-se em cinco distritos, dos quais um, a nordeste, era ocupado pelos judeus, que gozavam de privilégios especiais e tinham o seu próprio administrador. Diz-se que será provavelmente um exagero o facto de se afirmar que a população judaica aí residente ascendia a um milhão de pessoas. A tradução grega do VT hebraico, denominada por Septuaginta (segundo algumas versões) foi feita ou iniciada em Alexandria. Os judeus de Alexandria, juntamente com os “Libertinos” (literalmente, “homens livres”) e os cireneus, tinham uma sinagoga em Jerusalém, cujos membros participaram na acusação contra Estevão (At 6:9). Os ensinos de João Baptista chegaram, provavelmente, a Alexandria, conseguindo aí alguns adeptos. Pelo menos um desses conversos, Apolo, natural de Alexandria, é mencionado no NT (At 18:24, 25). A tradição diz que o cristianismo terá chegado a Alexandria através de Marcos. Séculos mais tarde, Alexandria tornou-se num famoso palco da filosofia cristã. Os eruditos cristãos desta cidade desenvolveram um método alegórico de interpretação da Bíblia. Clemente de Alexandria (150-220 DC) e Orígenes (185-254 DC) eram naturais desta cidade.



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